Íris

Esta não é uma historia feliz! De fato, é salgada como uma lágrima! Pois lá no alto da cordilheira, morada feita de pedra, onde um imenso mar arrebenta as suas ondas, vive uma menina e a solidão.

A solidão é vazia e sem cor e mal dá tempo para as cores da menina!

Cores que brotam de fio a fio de sentimentos em seus cabelos.

Alguns fios de dor violeta, emaranhados em mexas de raiva vermelho. No arrepiar  de tranças enojadas de verde, que na alegria tingi-se de amarelo na ansiedade laranja perdendo-se nos fios de uma paz azulada de uma serenidade em anil.

Mas entre a menina e a solidão existe um algo a mais chamada de Canção!

Esta terceira é livre e voa pela aspereza das pedras, caindo em um pequeno lugar cravado entre o mar e a cordilheira.

Sua visita sempre esperada, enche de vida aquela triste aldeia.

Cada nota
É gota de vida que faz as ruas transbordar em chuva!

Cada estrofe
É chuva que mata a sede!

Cada canção, 
É tempestade que alimenta a alma!
Mas nessa dança da chuva, em um breve momento, as coisas mudam e ao se perceber, é tarde demais!

De salgada ficou amarga.
A canção desceu e não voltou.
Inundou!
Afogou!
Matou!

Então, a solidão tentou apagar a cores da menina.
Que fugiu!
Que voou!
Que sumiu!

Deixando apenas suas sete cores no céu

Às vezes, algo precisa findar para que algo novo comece.

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